Mestrado em Economia

O Curso de Mestrado em Economia (CME) foi fundado no início da década de 1970, surgindo como um dos primeiros programas de pós-graduação strictu sensu da Universidade Federal da Bahia. Contou em seu início, e por mais alguns anos, com o apoio financeiro e técnico da Fundação Rockfeller, o que permitiu que o corpo docente inicial fosse constituído por professores formados no exterior, particularmente nos EUA, e de diversas nacionalidades, entre elas a argentina, chilena e hindu, além da participação de professores vinculados a outras unidades da universidade com experiência em atividades de pós-graduação. Posteriormente, à medida em que as atividades do curso transcorria e se consolidava, tornou-se possível a formação de um corpo docente próprio, constituído por doutores, entre eles, mestres oriundos do próprio programa, mas que cursaram o doutoramento em outras instituições brasileiras e do exterior, afora aqueles novos contratados diretamente, já com o título de doutor.

Ao longo de seus quase quarenta anos de existência, o Curso de Mestrado em Economia (CME) da Universidade Federal da Bahia tem desempenhado importante papel na formação de recursos humanos qualificados para diversas instituições e organizações de relevo, sobretudo no âmbito estadual e regional, mas também no plano nacional. Por outro lado, o CME integra as primeiras iniciativas de organização de instituições de estímulo, regulação e desenvolvimento do ensino e da pesquisa em economia do país, já que faz parte, desde a sua fundação, em 1973, da Associação Nacional dos Centros de Pós-Graduação em Economia (ANPEC), entidade que congrega as instituições brasileiras que desenvolvem atividades de pesquisa e formação em nível de pós-graduação na área de Economia.

Ao logo de sua história, o CME seguiu vários formatos acadêmico-curriculares; porém, desde 2001, passou a adotar o formato que prevalece ainda até os dias atuais e que serviu como referência para a formulação da proposta do curso de doutorado aprovado recentemente pela CAPES. Neste ínterim, as atividades do CME priorizaram a consolidação da reformulação concebida e iniciada no triênio 2001-2003, a qual visava a melhoria do conceito do programa no processo de avaliação CAPES. Por essa razão, procurou-se atuar diretamente sobre três aspectos: primeiro, a articulação entre os trabalhos de investigação e as linhas de pesquisa. Segundo, a desconcentração da produção intelectual para um número maior de docentes e a diversificação dos meios de sua divulgação. Terceiro, a redução do tempo médio para a titulação dos mestrandos. Este formato revelou-se bastante exitoso, já que entre outras conquistas, permitiu a consolidação do curso em bases mais elevadas, viabilizando a avaliação junto à CAPES mediante o conceito 4 (quatro) desde o triênio 2004-2006, conceito que se espera seja mantido e melhorados nos próximos triênios.

Dessa forma, tendo em vista a massa crítica acima mencionada, e a correspondente necessidade de reforma de sua proposta de curso no sentido de ficar em consonância com as novas metodologias de avaliação proposta pelas CAPES, bem como de se fazer os devidos ajustes em suas áreas de concentração, linhas de pesquisa e grade curricular de forma coerente com a proposta aprovada do curso de doutorado. Esta reforma implicou em alterações curriculares, que buscam priorizar, entre outras coisas, a redução do tempo de conclusão por parte dos alunos, em adequação com a evolução dos cursos de pós-graduação no país.

Do ponto de vista operacional, de conformidade com a proposta do Curso de Doutorado em Economia (CDE) ora em vigor, a partir do primeiro semestre de 2014, que se insere no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Economia, a reforma estrutural de novas áreas de concentração, linhas de pesquisa e o planejamento da grade curricular do Curso de Mestrado foram portanto, alinhados com a estrutura do Curso de Doutorado, concebendo-se um programa integrado e semestralizado, dando conta das demandas de disciplinas obrigatórias e optativas e diferenciando apenas no que tange aos requisitos mínimos exigidos de créditos, trabalhos de dissertação e tese, entre o mestrado e doutorado.